Dean Moriarty era a projeção literária que Jack Kerouac fez de Neal Cassady em On The Road, seu romance icônico publicado em 1957 e que o levou ao repente estrelato. No livro, seu alter-ego narrador era Sal Paradise, e a dupla era uma espécie de vilão e mocinho, herói e anti-herói, e vice-versa ao longo de toda a narrativa, sendo de alguma forma ambos a representação daquela geração, chamada de beat.
Eu
não tinha mais de treze anos, e passava sempre que podia sempre que podia uns
tempos afastado de casa, tentando entender o que me incomodava no cotidiano que
me fazia tão inquieto com as coisas, quando passeando no shopping com meu pai,
coisa que ele fazia toda semana, inclusive as que eu passava com ele – separado
da minha mãe desde meus três meses, me encaminhei logo pra Sodiler, uma
livraria que tinha lá, e hoje nem existe mais. Passava todo o tempo que meu pai
passeava no shopping ali na livraria, lendo, lendo, lendo, e nesse dia específico
quando eu não passava de treze anos, entrei na livraria e por conta de um
relançamento de alguma editora, o On The Road tava lá em destaque numa das
mesas de livros.
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